Tenham fé em Assassin’s Creed IV: Black Flag

AC-IV

Em Novembro, será lançado o 6º jogo da série Assassin’s Creed, e o 4º na cronologia da série, com um protagonista inédito. Como todo jogo da série, os produtores sempre criam formas de inovar e trazer novidades interessantes para que os jogos não caiam na mesmice e atraiam novos jogadores todos os anos (os lançamentos de um novo jogo são geralmente anuais).

Esse ritmo frenético de lançamentos, apesar da melhora visível na qualidade dos games, acaba fazendo com que a série fique desgastada. Para melhor entender o porque o título do post, é necessário fazer uma viagem retrógrada aos jogos anteriores.

Mas antes, é importante salientar algumas características presentes em todos os jogos da série:

  • É em terceira pessoa
  • Abrangem um período histórico específico
  • Apesar disso, os objetivos do jogo nem sempre são diretamente relacionados com os eventos históricos
  • São vários jogos, entretanto a linha principal se baseia até agora, em 4 personagens principais, sendo o 4º ainda não lançado

Accover

Nada é verdade, tudo é permitido

Assassin’s Creed surgiu de uma ideia reciclada. Originalmente ele seria mais um jogo da franquia do Prince of Persia cujo título seria “Prince of Persia: Assassins”. Seria sobre um grupo secreto de guarda-costas incumbidos de proteger o príncipe, que nesse jogo ainda seria uma criança. O jogo original não vingou exatamente pela mudança de foco, já que o príncipe não seria o protagonista real. Entretanto a ideia de um grupo de assassinos era boa demais para ser deixada de lado. Assim surgiu Assassin’s Creed e o protagonista Desmond Miles. Baseado na teoria da memória genética, cientistas da empresa Abstergo criaram uma máquina capaz de acessar a memória genética dos seres humanos para encontrar informações vividas e realizadas pelos antepassados da pessoa analisada. Assim, Desmond revive a vida de seu ancestral Altair Bi-La’Ahad durante eventos ocorridos durante a terceira cruzada, ambientado nas cidades de Acre, Jerusalém . O jogo foi um sucesso instantâneo, principalmente pelo fator furtividade, os combates bem coreografados e as possibilidades de fuga. Aqui era necessário realizar uma investigação para saber detalhes sobre localização e disponibilidade dos seu alvo. Apesar do sucesso, o jogo foi criticado pela jogabilidade dura, poucas opções de furtividade e pelo enredo pouco explicado. A série ficou estagnada durante algum tempo até que surgiu notícias sobre o desenvolvimento de um segundo jogo.

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Agora sim, o melhor jogo da série

Sai de cena as paisagens da Terra Santa e corta para a Itália Renascentista. Aí sim, agora um jogo de grande categoria. Assassin’s Creed II deu sequência à saga de Desmond Miles, e começa exatamente onde o primeiro jogo terminou (aliás, uma das grandes características da série), só que agora, o período histórico abordado é o mais fascinante existente na série. Agora, o enredo recebeu um melhor tratamento, explicando muitas coisas complexas de entender sozinho que foram expostas no primeiro jogo. Aqui também temos uma noção do que realmente aconteceu com Desmond e quais as reais intenções da Abstergo. O jogo inovou no quesito jogabilidade e furtividade. Pela primeira vez era possível eliminar seus alvos de beirais, a partir de refúgios (os bancos, montes de feno…), cometer assassinatos aéreos e duplos e a habilidade de se misturar na multidão foi aprimorada, sendo possível se esconder em qualquer grupo de italianos para despistar guardas. Além disso, Assassin’s Creed II nos apresentou o protagonista mais carismático da série. Ezio Auditore da Firenze. Além dessa melhoria drástica nos quesitos de jogabilidade, o fato de ter relações de amizade com personagens históricos lendários também é um atrativo muito interessante ao jogo. Aqui por exemplo, você é amigo de Leonardo Da Vinci e Lorenzo de Medici, os mais proeminentes nomes do renascimento italiano, aliás, Leonardo possui importância ímpar como engenheiro de armas de Ezio, elaborando a segunda lâmina oculta, uma pistola oculta, uma agulha de veneno, entre outras. Ezio Auditore fez tanto sucesso que foram lançados ainda, mais dois jogos com ele: Assassin’s Creed: Brotherhood e Assassin’s Creed: Revelations. O Brotherhood manteve a jogabilidade de AC II, e incorporou um modo multiplayer fantástico, e Revelations apresentou o fim da carreira de Ezio, agora com 50 anos, em busca de conhecimento e respostas em Constantinopla.

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Começou a desandar😦

Assassin’s Creed III foi lançado em 2012 sobre um frisson inimaginável. O jogo apresentou melhorias no combate, movimentação, escalada (em árvores) e é consideravelmente bem maior que as sequências anteriores (de Ezio). Entretanto, a escolha do período histórico foi um tiro no pé. A Revolução Americana tem maior importância apenas (em sua maioria) nos Estados Unidos. Diferente da premissa do jogo numerado anterior, cujo período histórico foi de suma importância para a formação dos preceitos modernos de arte e pensamento, a revolução americana, apesar de ser em evento mundialmente conhecido, teve impacto apenas nos Estados Unidos. Para piorar a situação, a personalidade de Connor Kenway, totalmente inversa à de Ezio, não ajudou a conquistar fãs e jogou por terra a possibilidade de estender a história desse protagonista em jogos subsequentes. O modo multiplayer também foi remodelado para pior, removeu-se modos de jogo divertidos e reduziu-se as possibilidade de diversão. Além disso, atitudes clássicas da série como os View Points, a possibilidade de correr livremente pelos telhados sem tocar no chão e a furtividade foram postas de lado em detrimento à arquitetura colonial dos Estados Unidos e ao período histórico em si. Definitivamente, os Estados Unidos não foi uma boa escolha como local para o jogo. Como sempre, todo jogo novo apresenta uma inovação, esse não foi diferente: Agora há batalhas navais, o recurso mais elogiado dessa versão. A grande vantagem desse jogo, é o seu tamanho e dificuldade, principalmente no que diz respeito à troféus. Para platinar esse jogo, é necessário completar tudo, das missões em 100% até as tarefas de clubes. É um trabalhão…

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Esperança bucaneira à vista

Assassin’s IV: Black Flag será o novo jogo da série a ser lançado em novembro desse ano.

Devido ao (provável) fracasso de Connor como protagonista, a Ubisoft resolveu dar uma passo à frente e lançar um jogo numerado com um novo protagonista. Edward Kenway, avô de Connor, é um corsário da marinha britânica que cai na pirataria assim que guerra entre os dois impérios acaba. A premissa pirata é deveras muito interessante, e a jogabilidade naval, consagrada em AC III será elevada à décima potência nesse jogo. Aqui você navegará pelo Caribe INTEIRO em um mapa naval enorme e terá acesso a 3 cidades principais. Os produtores parecem que aprenderam com os erros e retornaram os fatores esquecidos no jogo anterior e criaram cidades com os telhados juntos (possibilitando corridas livres por eles) e deu ênfase ao modo furtivo. Nem precisa dizer que as batalhas navais agora vão voltar com força total.

Quanto ao protagonista, ele poderá ser mais carismático que seu frio neto. Edward é alcoólatra, mulherengo e tem muito mais senso de humor do que Connor. “Ezio” pode retornar nesse jogo, e pela primeira vez, veremos mulheres nuas em um jogo da série. Aí sim, hein Ubisoft…

O jogo é promissor, mas não fique tão empolgado. As batalhas navais são muito legais, mas no jogo anterior, eram as memórias que mais davam trabalho para fazer 100%, portanto é bom que, se for encarar esse jogo a fim de obter todos os troféus, fique ciente de que, provavelmente será bem mais difícil platinar esse jogo, pois, é provável que haja centenas de missões navais.

Já encomendei minha pré-venda…

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