Assassin’s Creed Rogue

Fechando a série na geração passada com chave de ouro

ACROGUE

Podem falar o que quiserem: AC Rogue é um jogão.

Diferente do seu irmão mais nobre, lançado apenas para nova geração de consoles (AC Unity), AC Rogue é exclusivo para PS3 e XBOX 360 e não há versão para PC.  Devido ao lançamento simultâneo, Rogue foi prejudicado por um marketing capenga e pouca visibilidade na mídia. Apesar disso, vendeu bem e já começa a ficar popular, principalmente no Brasil, onde a grande maioria de jogadores ainda não atualizou o seu console para uma versão mais recente, e consequentemente acabou comprando o jogo compatível com seu console, mais antigo. AC Rogue conta a história de um assassino que sofre um trauma muito grande e perde a confiança e a crença na irmandade dos assassinos. Dessa forma, ele trai seus companheiros e começa a trabalhar para os templários para impedir que eventos similares aos que o levaram a descreditar de seus antigos ideais voltem a acontecer. O jogo possui essa particularidade ímpar de te colocar na pele de um templário de forma integral, tendo acesso a tecnologia mais avançada e renda mais abundante, fornecida por cofres templários

Uma cópia?

O jogo bebe muito do seu antecessor. Há elementos evidentes de Black Flag no jogo, como as excelentes batalhas navais, mapas náuticos e inúmeros locais para descobrir, centenas de baús de tesouros para saquear, campos de suprimentos para invadir, sinos para sabotar  e muitos, muitos coletáveis. Podem dizer que o jogo é uma cópia descarada de Black Flag, e é quase isso mesmo (até as animações em CG e Cutscenes são idênticas, apenas com a mudança do protagonista) mas isso não significa que seja algo ruim. O jogo possui muitos elementos que fizeram muito sucesso em todos os jogos anteriores da série, senti, que foi como uma homenagem ao caminho percorrido até agora, além de incrementações inéditas ao gameplay, que citarei mais à frente. O retorno mais notável se dá pelas áreas presas por QG de gangues de assassinos, que funciona basicamente da mesma forma que as saudosas Torres Borgia de Assassin’s Creed Brotherhood. A dinâmica é a mesma: Identifique o líder, assassine-o, cumpra um objetivo aleatório proposto e corte a bandeira inimiga. A grande diferença nesse caso, é que o líder do QG é um assassino treinado e ele simplesmente não se esconde dentro da torre ao notar ameaça. Ele se esconde para te espreitar e te matar. Outro elemento que volta, dessa vez de Assassin’s Creed Revelations, são os espreitadores. Considerando que você é um templário agora, assassinos estão em seu encalço para eliminá-lo. Entretanto, o jogo teve uma sacada inteligente para que você identifique e contra ataque esses agressores. Ao se abordado ou se aproximar de uma área onde um espreitador se esconde (Nova York é cheia delas), a tela fica com as bordas avermelhadas e os famosos sussurros (presentes até agora, no modo multiplayer dos jogos anteriores para indicar a aproximação do seu perseguidor) se tornam audíveis. Ative a visão aquilina para abrir a bússola de perigo e determinar a posição do perseguidor. Misturaram o Multiplayer no jogo Singleplayer, uma tacada de mestre. Aliás, esse jogo não possui nenhum modo multiplayer, que fique claro. Além disso, temos alguns vislumbres de áreas e mapas já conhecidos de jogos anteriores, como AC III, por exemplo: A Fazenda de Aquiles em Davenport e Nova York (levemente modificada da versão do terceiro jogo numerado para facilitar o freerun pelos telhados). E saudosista e dá certo conforto por estar em um ambiente familiar.

Isso pode ser um defeito também. Claramente, os desenvolvedores tiraram do fundo do baú, arquivos de mapas e renderizações de jogos passados para acelerar o processo de produção, deixando um gostinho de “feito nas coxas” nesse jogo. Tudo parece ter sido reaproveitado: mapas, CGs, animações e principalmente, a jogabilidade. A adição do botão de descida em freerun adicionado no AC Unity, que permite uma descida dinâmica e que segundo críticas foi a melhor implementação no jogo desde sempre (deviam ter colocado isso desde o começo) não existe no AC Rogue. Nenhuma novidade verdadeira foi inserida. Toda a criatividade (e dinheiro) foi dispensado, obviamente, para o jogo principal em desenvolvimento.

Cada dia mais rico…

Outra retro-novidade, é o sistema econômico do jogo. Desde o AC III, a renda de fluxo constante foi extinta. Para obter dinheiro, era necessário enviar comboios e vender peles. Em Black Flag, obtinha-se dinheiro abordando navios, comboios reais, e posteriormente, vendendo a carga saqueada. Em Rogue o sistema de fluxo constante está de volta. Ao liberar um QG ou destruir um forte, abre-se uma zona econômica que aumenta o fluxo de dinheiro recebido a cada 30 minutos. Além disso, outra coisa que volta são as renovações. Ao liberar um forte, abre-se a opção de renovar uma ou mais construções de algumas áreas que também aumentam a renda por tempo. O banco existe aqui, e como nos jogos anteriores, possui um limite máximo: é melhor “sacar” o dinheiro de lá quando encher, ou o fluxo fica interrompido até que isso seja feito. Além da renda constante, todas as outras formas de obtenção de dinheiro são totalmente válidas aqui: abordagem de navios, venda de cargas, comercio de peles e ainda existe a renda obtida através da frota, aquele minigame com os navios que fazem missões passivas durante um determinado tempo real. É incrivelmente fácil ficar milionário em poucas horas de jogo.

Atlântico Norte: Neve, Água Congelante, Aurora Boreal, Animais Extintos, e um Navio mais navegável.

A grande novidade no quesito naval é o local navegável do jogo. O atlântico norte é uma paisagem inóspita, mas cheia de vida, com muitas tempestades de gelo, bastante icebergs espalhados pelas águas, mantos de gelo em passagens estreitas e é um local onde nadar não é muito recomendável. Ao cair na água, Shay sofre os efeitos de congelamento e sofre dano sobre o tempo enquanto estiver no mar. Isso já deixa presumido, que infelizmente, os divertidos naufrágios submersos não estarão disponíveis. Em contrapartida, há naufrágios na superfície, ocultos por grossas paredes de gelo, cheio de segredos e animais polares. Lembro bem, quando foi divulgado um clipe de gameplay, justamente de um desses locais polares, onde haviam pinguins, muita gente criticou nos comentários, que não existem pinguins no hemisfério norte. Entretanto, na época retrata no jogo, o atlântico norte era povoado por uma espécie específica de pinguins que foi totalmente extinta pelo homem em 1844. As grandes Alcas, como era chamadas, foram dizimadas pelo homem para finalidade de alimentação, esporte e isca para pesca. O último casal avistado, foi morto a pauladas por marinheiros e seu ninho destruído a pisões. Isso só mostra o esmero da equipe desenvolvedora do jogo em ambientar bem as tramas no contexto histórico, e serve para mostrar o quanto o homem pode ser cruel com a natureza à sua volta. Navegar à noite, é um presente. A aurora boreal foi muito bem feita no jogo e corta os céus durante o trajeto. Falando em navegação, Morrigan, o navio do jogo é visivelmente menor que o Gralha do jogo anterior. Isso faz com que ele seja mais controlável e fácil de navegar em ambientes estreitos, como a área fluvial de River Valley (outro mapa naval do jogo). Por ser mais rápido, manobrar ficou ainda mais dinâmico e abordar navios ficou mais intuitivo. Como novidades para o navio, temos algumas tecnologias templárias a nosso favor, como um canhão giratório de cilindro que atira inúmeras balas em sequência como uma metralhadora, um rostro corta-gelo para atravessar áreas do mar congeladas e um ataque com óleo inflamável que cria rastros de fogo no mar por onde o seu navio passa, excelente para parar abalroamentos, perseguições e abordagens.

Ausência de Multiplayer

A mudança mais notável é a total ausência de um modo multiplayer nesse jogo. Presente desde Assassin’s Creed Brotherhood (ACB), o online desse jogo criava um clima competitivo em um jogo de gato e rato que fez um enorme sucesso ao ser lançado. Infelizmente, o auge desse modo foi até o jogo seguinte, AC Revelations, onde continuou divertido e bem equilibrado. A partir de AC III, removeram muitos modos legais e restringiram o multijogador para uma ação mais rápida e centrada. A premissa de se manter oculto e realizar o máximo de assassinatos com alta qualidade acabou sendo deixada de lado pelos jogadores que começaram a agir como se tudo fosse um jogo de ação, ou seja, perdeu toda a graça. É muito comum ver, jogadores correndo pelo mapa com o simples intuito de matar o máximo possível, independentemente da pontuação obtida, se isso iria revelar sua posição ou se era estrategicamente funcional para a mecânica do jogo. Não é raro encontrar grupos de jogadores que, quando agem como alvo, circundam um jogador rival apenas para espancá-lo o tempo todo não dando tempo algum para diversão. Outro adição negativa ao meu ver, foi a inclusão do modo cooperativo, a Matilha de Lobos, onde você e mais 3 pessoas abordam NPCs. Não é desafiante e ainda, pela possibilidade de jogar sozinho, muitas pessoas frustradas por todo esse desequilíbrio no modo competitivo acabavam jogando sozinhas esse modo para subir de nível. Não haver modo multiplayer nesse jogo só fez bem à ele, e não faz falta alguma.

Ezio continua insuperável

O protagonista, Shay Patrick Cormac, até é carismático em sua juventude, mas acho muito difícil a Ubisoft conseguir criar um personagem tão icônico e lendário como Ezio Auditore. Não é à toa que Ezio teve nada menos que 3 jogos da série como protagonista. Shay é falastrão, mas torna-se sombrio ao se tornar templário. Não tão sisudo quanto o tão desprezado Connor e nem tão despojado quanto Edward, mas mesmo assim não consegue despertar empatia. A história dele é totalmente solta na série. Não é descendente de Altair, não possui relação genética com nenhum protagonista anterior e apenas interage com figuras já conhecidas de jogos anteriores, principalmente AC III e AC IV BF.

Muito conteúdo

O jogo possui poucas sequências de DNA para sincronizar, tornando a campanha principal bem curta. Mas isso não significa que seja um jogo pequeno. Se o jogador se propor a completar todas as missões secundárias e obter todos os coletáveis e segredos do jogo, ele pode passar facilmente de mais de 30 horas de jogo. Nada tão complicado quanto AC III, mas foi o jogo que mais chegou perto dele, principalmente se o objetivo for obter todos os troféus/conquistas do jogo.

Em questão de troféus/conquistas, AC Rogue é o um dos jogos mais exigentes, juntamente com AC III. Ele exige que se obtenha no mínimo 98% de sincronização total para platinar ou obter todas as conquistas. Um troféu específico exige que se colete todos os 200 fragmentos do Animus (presentes como coletáveis nos jogos desde AC Revelations) e acredite, é bem cansativo. Em contrapartida, coletar esse tanto de objetos não é tedioso: a variação de cenários e mapas, e a facilidade dos inúmeros pontos de viagem rápida espalhados por todos os lugares ajuda muito nesse processo. Há no jogo:

  • Fragmentos do Animus
  • Pilares nativos
  • Peças templárias
  • Mapas de tesouros
  • Mais de 300 baús.
  • E muitas outras coisas

Além disso, existem missões secundárias como as interceptações e as batalhas lendárias. Nos jogo anteriores, você cumpria missões de assassinato. Aqui, você captura o pombo em trânsito, e impede que assassinos matem o alvo em questão, matando-os antes que eles consigam atingir seus objetivos. Os difíceis navios lendários estão de volta nesse jogo, herança de Black Flag, com destaque para o último navio que é praticamente um colosso de resistência, e ainda por cima chama mais dois navios lendários para a luta quando fica com 10% de vida (uma covardia, diga-se de passagem): é de longe, a batalha mais difícil que você enfrentará no jogo.

Ou seja

O jogo tem seus méritos, apesar de ser um produto reciclado. Diverte, e homenageia os jogos anteriores de forma sutil e saudosista. Recomendo que, se você ainda não trocou seu console, compre (de preferência, quando cair mais o preço) e aproveite essa nova aventura sob a perspectiva templária.

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Tenham fé em Assassin’s Creed IV: Black Flag

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Em Novembro, será lançado o 6º jogo da série Assassin’s Creed, e o 4º na cronologia da série, com um protagonista inédito. Como todo jogo da série, os produtores sempre criam formas de inovar e trazer novidades interessantes para que os jogos não caiam na mesmice e atraiam novos jogadores todos os anos (os lançamentos de um novo jogo são geralmente anuais).

Esse ritmo frenético de lançamentos, apesar da melhora visível na qualidade dos games, acaba fazendo com que a série fique desgastada. Para melhor entender o porque o título do post, é necessário fazer uma viagem retrógrada aos jogos anteriores.

Mas antes, é importante salientar algumas características presentes em todos os jogos da série:

  • É em terceira pessoa
  • Abrangem um período histórico específico
  • Apesar disso, os objetivos do jogo nem sempre são diretamente relacionados com os eventos históricos
  • São vários jogos, entretanto a linha principal se baseia até agora, em 4 personagens principais, sendo o 4º ainda não lançado

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Nada é verdade, tudo é permitido

Assassin’s Creed surgiu de uma ideia reciclada. Originalmente ele seria mais um jogo da franquia do Prince of Persia cujo título seria “Prince of Persia: Assassins”. Seria sobre um grupo secreto de guarda-costas incumbidos de proteger o príncipe, que nesse jogo ainda seria uma criança. O jogo original não vingou exatamente pela mudança de foco, já que o príncipe não seria o protagonista real. Entretanto a ideia de um grupo de assassinos era boa demais para ser deixada de lado. Assim surgiu Assassin’s Creed e o protagonista Desmond Miles. Baseado na teoria da memória genética, cientistas da empresa Abstergo criaram uma máquina capaz de acessar a memória genética dos seres humanos para encontrar informações vividas e realizadas pelos antepassados da pessoa analisada. Assim, Desmond revive a vida de seu ancestral Altair Bi-La’Ahad durante eventos ocorridos durante a terceira cruzada, ambientado nas cidades de Acre, Jerusalém . O jogo foi um sucesso instantâneo, principalmente pelo fator furtividade, os combates bem coreografados e as possibilidades de fuga. Aqui era necessário realizar uma investigação para saber detalhes sobre localização e disponibilidade dos seu alvo. Apesar do sucesso, o jogo foi criticado pela jogabilidade dura, poucas opções de furtividade e pelo enredo pouco explicado. A série ficou estagnada durante algum tempo até que surgiu notícias sobre o desenvolvimento de um segundo jogo.

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Agora sim, o melhor jogo da série

Sai de cena as paisagens da Terra Santa e corta para a Itália Renascentista. Aí sim, agora um jogo de grande categoria. Assassin’s Creed II deu sequência à saga de Desmond Miles, e começa exatamente onde o primeiro jogo terminou (aliás, uma das grandes características da série), só que agora, o período histórico abordado é o mais fascinante existente na série. Agora, o enredo recebeu um melhor tratamento, explicando muitas coisas complexas de entender sozinho que foram expostas no primeiro jogo. Aqui também temos uma noção do que realmente aconteceu com Desmond e quais as reais intenções da Abstergo. O jogo inovou no quesito jogabilidade e furtividade. Pela primeira vez era possível eliminar seus alvos de beirais, a partir de refúgios (os bancos, montes de feno…), cometer assassinatos aéreos e duplos e a habilidade de se misturar na multidão foi aprimorada, sendo possível se esconder em qualquer grupo de italianos para despistar guardas. Além disso, Assassin’s Creed II nos apresentou o protagonista mais carismático da série. Ezio Auditore da Firenze. Além dessa melhoria drástica nos quesitos de jogabilidade, o fato de ter relações de amizade com personagens históricos lendários também é um atrativo muito interessante ao jogo. Aqui por exemplo, você é amigo de Leonardo Da Vinci e Lorenzo de Medici, os mais proeminentes nomes do renascimento italiano, aliás, Leonardo possui importância ímpar como engenheiro de armas de Ezio, elaborando a segunda lâmina oculta, uma pistola oculta, uma agulha de veneno, entre outras. Ezio Auditore fez tanto sucesso que foram lançados ainda, mais dois jogos com ele: Assassin’s Creed: Brotherhood e Assassin’s Creed: Revelations. O Brotherhood manteve a jogabilidade de AC II, e incorporou um modo multiplayer fantástico, e Revelations apresentou o fim da carreira de Ezio, agora com 50 anos, em busca de conhecimento e respostas em Constantinopla.

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Começou a desandar😦

Assassin’s Creed III foi lançado em 2012 sobre um frisson inimaginável. O jogo apresentou melhorias no combate, movimentação, escalada (em árvores) e é consideravelmente bem maior que as sequências anteriores (de Ezio). Entretanto, a escolha do período histórico foi um tiro no pé. A Revolução Americana tem maior importância apenas (em sua maioria) nos Estados Unidos. Diferente da premissa do jogo numerado anterior, cujo período histórico foi de suma importância para a formação dos preceitos modernos de arte e pensamento, a revolução americana, apesar de ser em evento mundialmente conhecido, teve impacto apenas nos Estados Unidos. Para piorar a situação, a personalidade de Connor Kenway, totalmente inversa à de Ezio, não ajudou a conquistar fãs e jogou por terra a possibilidade de estender a história desse protagonista em jogos subsequentes. O modo multiplayer também foi remodelado para pior, removeu-se modos de jogo divertidos e reduziu-se as possibilidade de diversão. Além disso, atitudes clássicas da série como os View Points, a possibilidade de correr livremente pelos telhados sem tocar no chão e a furtividade foram postas de lado em detrimento à arquitetura colonial dos Estados Unidos e ao período histórico em si. Definitivamente, os Estados Unidos não foi uma boa escolha como local para o jogo. Como sempre, todo jogo novo apresenta uma inovação, esse não foi diferente: Agora há batalhas navais, o recurso mais elogiado dessa versão. A grande vantagem desse jogo, é o seu tamanho e dificuldade, principalmente no que diz respeito à troféus. Para platinar esse jogo, é necessário completar tudo, das missões em 100% até as tarefas de clubes. É um trabalhão…

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Esperança bucaneira à vista

Assassin’s IV: Black Flag será o novo jogo da série a ser lançado em novembro desse ano.

Devido ao (provável) fracasso de Connor como protagonista, a Ubisoft resolveu dar uma passo à frente e lançar um jogo numerado com um novo protagonista. Edward Kenway, avô de Connor, é um corsário da marinha britânica que cai na pirataria assim que guerra entre os dois impérios acaba. A premissa pirata é deveras muito interessante, e a jogabilidade naval, consagrada em AC III será elevada à décima potência nesse jogo. Aqui você navegará pelo Caribe INTEIRO em um mapa naval enorme e terá acesso a 3 cidades principais. Os produtores parecem que aprenderam com os erros e retornaram os fatores esquecidos no jogo anterior e criaram cidades com os telhados juntos (possibilitando corridas livres por eles) e deu ênfase ao modo furtivo. Nem precisa dizer que as batalhas navais agora vão voltar com força total.

Quanto ao protagonista, ele poderá ser mais carismático que seu frio neto. Edward é alcoólatra, mulherengo e tem muito mais senso de humor do que Connor. “Ezio” pode retornar nesse jogo, e pela primeira vez, veremos mulheres nuas em um jogo da série. Aí sim, hein Ubisoft…

O jogo é promissor, mas não fique tão empolgado. As batalhas navais são muito legais, mas no jogo anterior, eram as memórias que mais davam trabalho para fazer 100%, portanto é bom que, se for encarar esse jogo a fim de obter todos os troféus, fique ciente de que, provavelmente será bem mais difícil platinar esse jogo, pois, é provável que haja centenas de missões navais.

Já encomendei minha pré-venda…

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Internet, A Nova Rádio?

Nova-Rádio

Quando o rádio surgiu, transmitindo músicas para todo mundo de graça, teve gente que chiou. Achou que era o fim da indústria fonográfica, que tava tudo acabado e mimimi… Pois bem, o rádio veio e praticamente se foi (você ainda escuta rádio? Pois deveria, é muito bom) e a indústria fonográfica não faliu e está aí, nem tão firme quanto antes, mas bem forte como sempre. O rádio foi o grande difusor que alavancou a carreira de inúmeros artistas muito conhecidos do público hoje, mas que na época não passavam de coitados que tocavam na garagem do guitarrista e só eram conhecidos pelo bairro, pela barulheira infernal que faziam nos ensaiso (Pink Floyd, Metalica, e por aí vai). Ora, eles eram odiados pela vizinhança mas no mundo alguém iria gostar não é mesmo? Pois bem, na época antes da internet você conhecia bandas novas através das ondas do rádio, ouvia, e talvez até gostava.

Tempos atuais: A geração mais nova nem sabe que o rádio existe, ou acha que é apenas um elemento da tabela periódica então, como eles descobrem aquela banda mega cool de indie que tá fazendo o maior sucesso na Holanda com músicas super maneiras e letras cheias de sentido? Pois bem, a internet tem esses dons.

Volta no tempo e cruza com o agora: “Meu Deus! Os downloads ilegais e o YouTube vão destruir a indústria fonográfica!!!!”

Perceberam a “incrível” semelhança? Notem que quando se fala de música pela internet, pirataria é primeira coisa que vem à cabeça da maioria das pessoas e é totalmente compreensível. Na internet eu tenho acesso a tudo que eu quiser e quando quiser, pagando por isso ou não. Eu acho sim, que a internet é a nova rádio, já que de certa forma ela divulga o trabalho de artistas muito bons que estão aí, só esperando sua vez de brilhar. E olhe que tem muitos por aí nessa situação. A internet possibilitou à essas pessoas exporem seus talentos de forma muito mais democrática que a própria rádio. Pra tocar na rádio, mesmo naquela época você tinha que ter pelo menos algo já produzido e até uma gravadora. Hoje uma câmera na mão e um violão podem fazer um tremendo sucesso no YouTube e isso abre o olho das gravadoras e empresários. Um artista amador, quando é talentoso, bem assessorado e com apoio profissional pode surpreender até quem está no ramo a anos.

Voltando ao assunto da pirataria, eu tenho uma opinião diria, até polêmica: Quem baixa conteúdo protegido por copyright na internet para uso próprio, acho que não está comentendo pirataria, e sim procurando meios de entretenimento. Pirataria para mim, é quando alguém usa esse conteúdo para ganhar dinheiro, tipo, baixei o álbum novo do Kiss, gravei 500 cds e to vendendo cada a 2,50, isso sim é pirataria. Agora entra na memória aquelas propagandas “o dinheiro da pirataria alimenta o crime, o tráfico de drogas, e o assassinatos de duendes anões da terra encantada” e blá, blá, blá. Gente todo mundo tá cansado de saber isso, e é um assunto muito sério (principalmente por causa dos duendes), mas vamos combinar que isso não se aplica à internet né gente? O cd novo dos The Cataracs não foi “upado” para a rede por quem está querendo obter lucro e sim por fãs do duo, que compartilharam seus gostos para que outras pessoas escutem também e virem fãs, assim com eles! Simples assim, sem nenhum dinheiro envolvido. Olha o exemplo: Adele foi a cantora que mais teve músicas baixadas ilegalmente ano passado, mas também foi a que mais vendeu discos! Porque? Porque ela fez fãs que acharam que compensaria comprar um CD dela original para ter em coleção ou para escutarem com fidelidade exemplar! A internet é a nova rádio sim minha gente, e a indústria fonográfica não vai falir por causa dela.

Opinião pessoal: Artistas que reclamam do dinheiro que perdem na internet tão é enchendo o saco. A maior renda que eles recebem não é de vendagem de discos e sim dos shows que fazem (os inúmeros shows, que custam fortunas, e cujo ingresso que você paga custa modestros 500 reais, muuuuito mais do que um CD original). E você vai no show porque? Porque gosta, e provavelmente porque você viu o clipe da banda no YouTube ou baixou o album deles e gostou ora bolas!

A pirataria tem que ser combatida SIM. Mas deixem-nos escutar a nossa “rádio” em paz. Não estamos fazendo mal pra ninguém!

Até Logo

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Jogar por Troféus

Troféus

 

Uma das funcionalidades mais divertidas de um Playstation 3 são os troféus. Para que não é familiarizado com os termos, não possui um console ou nunca jogou nada onde haja esse tipo de premiação (alguns jogos de pc também possuem seu próprio sistema de conquistas) troféus são premiações in-game que você ganha ao realizar determinada condição imposta, sendo ela relacionada à história do jogo ou não. O Xbox360 também possui algo parecido chamado de conquistas, entretanto não é tão divertido como no PS3, principalmente pelo fato do troféu de Platina, exclusividade do console da Sony, que você só ganha quando desbloqueia todos os troféus, termo que entre os ‘sonystas’ é conhecido como platinar um jogo. Há pessoas completamente aficcionadas pela conquista de troféus e existem  comunidades e sites especializados em reunir essas pessoas. Essa diversão extra, a sensação ímpar de desbloquear aquele troféu difícil depois de um enorme esforço é indescritível, mas há também o lado negro da força: A perda da diversão em troca de subida de ranking ou o que quer que seja.

Os troféus são tão importantes que podem influenciar na compra de determinado jogo, o que também é ruim. Quer um exemplo? Hanna Montana é um jogo super fácil de platinar, mas é um jogo horrível, já Gran Turismo 5 é um excelente jogo e sua classificação de dificuldade no MyPst é Quase Impossível. Pessoas interessadas apenas em platinar um jogo, dificilmente comprariam GT5, a menos que sejam muito hardcore ou amem a série.

Jogos antigos (antes de 2007) não possuem suporte à troféus (como o primeiro Assassin’s Creed), o que é um entrave à aquisição desses jogos. Versões remasterizadas de jogos antigos (a moda de agora, as HD collection) possuem troféus, o que eu vejo como uma jogada de marketing para vend~e-los já que a presença dos troféus é um adendo interessante para os “Trophy Hunters”.

A Psn possui inúmeros títulos, jogos baratos e divertidos e com troféus, mas sem platina, exceto alguns casos raros, o que também influencia na hora de fechar um download.

Analisando tudo isso: Estamos escravos dos troféus?

Eu sempre prezo a qualidade do jogo antes de olhar como são os troféus. Admito que a dificuldade de platinar um jogo me influencia na hora da compra, mas eu sempre pesquiso reviews, olho jogabilidades no YouTube e procuro informações de pessoas que já jogaram o título que estou de olho antes de fechar um compra. Por exemplo, Assassin’s Creed III, Tomb Raider, Bioshock Infinite entre outros ótimos títulos são compra certa! (independentemente da dificuldade dos troféus)

Conluindo tudo isso, quando o jogo é divertido, não importa o quão difícil é platiná-lo; sempre será muito bom jogá-lo.

Até a próxima.

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DLCs. Bom ou Ruim?

DLCs

Depende.

Algumas produtoras usam conteúdos baixáveis (dowloadable content) como um recurso para aumentar a vida útil do jogo, outra já agem como uma vampiras sanguinárias doidinha pelo seu dinheiro. Vejamos alguns casos dos dois tipo: A Rockstar lança vários DLCs para seus jogos, mas como a maioria dos jogos são do tipo singleplayer, esse DLCs são em sua maioria, capítulos novos, novos modos de jogos, novas missões e etc. Ou seja, você vai jogar uma única vez e talvez nunca mais jogue novamente. É bom porque você aproveita mais o jogo e geralmente esses conteúdos vêm com troféus bônus que você pode ganhar e melhorar seu ranking na PSN. É ruim porque logo que acaba, você perde aquele dinheiro investido, já que você provavelmente nunca mais vai jogar aquela DLC novamente.

Vamos citar a Capcom.

A Capcom está recebendo algumas duras críticas devido ao seu posicionamento perante essas DLCs. Street Fighter IV agora possui três versões e nenhuma é compatível com a outra, ou seja, se você tem Super Street Fighter IV, você não joga com quem tem o Arcade Edition e nem com quem tem o jogo original. A diferença entre as versões são sutis, exceto pela quantidade de personagens jogáveis de uma pra outra, ou seja: Não era necessário lançar um novo jogo (tipo, Super Street Fighter IV) pra incluir novos personagens, isso podia ter sido feito com alguns simples DLCs. Agora olha, os DLCs do SSFIV e de suas respectivas versões não possuem nenhum personagem, apenas roupas alternativas, novos combos, alguns desafios e nada mais e além do mais, os DLCs de uma versão não são compatíveis com as outras. O mais recente rumor é que Capcom Vs Marvel 3, vai ter uma versão Ultimate com mais 24 novos personagens… agora pensa: não dava pra liberar isso como DLC? E você que comprou Street Fighter IV e Capcom Vs Marvel 3, como q faz pra vender isso? Pra trocar? Quem é que vai querer comprar um jogo inferior às mais recentes versões?

Agora olha o posicionamento inteligentíssimo da Warner

Mortal Kombat causou aquele frisson quando foi lançado, mas é lógico que, uma franquia que possui mais de 80 personagens não ia ter tudo isso logo de cara. Os personagens mais clássicos estão todos lá, inclusive alguns presentes para os fãs, como o Cyber Sub-Zero, que só havia existido no imaginário dos fãs, e possui até uma versão em 16-bits em M.U.G.E.N. chamado Hydro. Pois bem, agradou todo mundo, mas infelizmente personagens ótimos ficaram de fora. Até agora, foram lançados 3 DLCs de personagens, sendo um deles inédito e que assim como Ermac e Rain (que eu vou falar mais pra frente) foi criado para os fãs. Skarlet é uma ninja que surgiu no Mortal Kombat II como erro de Macro, assim como o Ermac, que deixava ou a Kitana a Milenna ou, muito raramente a Jade com a roupa vermelha (quando era a Jade, que já era uma personagem secreta, aí sim que todo mundo achava que Skarlet existia de verdade). Quem tem o jogo limpo, sem DLCs, pode baixar pacotes de compatibilidade gratuitos para que, numa partida online, você possa enfrentar os personagens extras comprados na loja. Com isso, fica evidente as possibilidades infinitas que podem surgir. Por exemplo o Rain. Todo mundo reclamou a falta dele no jogo original, mas eis que surge o danado em um DLC, com poderes próprios, fatalities próprios e tudo o mais. É claro que os DLCs são um complemento incomparavelmente extraordinário para jogos de luta, mas deixa um quê de “e depois?”. Provavelmente esses personagens já estavam em desenvolvimento na época do jogo original e não foram incluídos no disco de propósito (quem não compraria o Rain? ou o Kenshi?). O Kenshi foi um fato curioso. Ele foi um personagem criado na era do 3D, e nunca teve a jogabilidade Sidescrolling do jogo atual. Ver como ele se comportaria em 2D era um atrativo interessante. Ver como era a nova ninja Sangrenta Skarlet era um atrativo, e ter o Rain no rol de lutadores com todos seu golpes clássicos (a bolha de água é demais! Além do Super Roundhouse) é muito atrativo mesmo. Nesse caso os DLCs, valem mesmo a pena, ainda mais que junto com eles vem também aperitivos como roupas novas (que na verdade são clássicas da era dos 16-bits) e novos fatalities por exemplo.

 

Os DLCs são uma forma das produtoras esvaziarem ainda mais os nosso bolsos? Com certeza. Mas existem produtoras e produtoras. Produtoras que respeitam o nosso investimento com conteúdos de qualidade e aquelas que lançam coisas apenas para encher linguiça;

Até a próxima

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A Política de Direitos Autorais do Facebook


Facebook

Notei agora, que a política de proteção de direitos autorais do Facebook parece ser a mais rígida na qual esbarrei até agora.

Estou fazendo uma contagem regressiva para meu aniversário de formatura e junto com o Status, estou postando fotos antigas da turma, vídeos e etc. Eis que resolvi upar um vídeo direto para o servidor do Facebook, um slide-show com as nossas fotos do encarte e da beca com “Smile” de Charles Chaplin ao fundo e eis que mal o vídeo foi processado, recebo uma notificação dizendo que ele seria removido por possuir conteúdo de terceiros.

Apesar disso não fiquei chateado ou emputecido, já que realmente utilizei uma música licenciada para outra pessoa no meu vídeo, mas eu achei meio agressivo a forma como essa fato é tratado. Por exemplo, eu tenho esse mesmo vídeo (e vários outros na mesma situação) postados no YouTube, e eu também recebi notificação de que eles possuíam conteúdo protegido por copyright, mas diferente do facebook, o YouTube não removeu os meus vídeos, apenas adicionou nas informações que o mesmo possuía conteúdo criado pela empresa dona da música, por exemplo, e adicionou algumas propagandas no vídeo (aquele pop-up dentro do vídeo que a gente sempre fecha sem nem olhar direito o que é), mas tá lá, online pra quem quiser ver.

A solução foi linkar o vídeo do YouTube no Facebook, já que um não interfere na política do outro.

O que nos faz pensar é que, se existe soluções como a do YouTube, porque não pode ser aplicada ao Facebook também? Geralmente que faz esse tipo de vídeo não tem intenção de distribuir o mesmo e muito menos ganhar dinheiro com o tal. Pode até ser um meio interessante de divulgação do trabalho de algum artista pouco conhecido. Agir em parceria com os produtores desses tipos de conteúdo pode ser uma solução que agrada a todo mundo. Eu ganho, você ganha e a empresa também.

Até Logo!

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Re-Again: Black & White Now!

Tragicomedia3!2011

Yahee gente boa!

Esse post é pra anunciar a coisa mais óbvia que vocês viram ao acessar o T3! hoje. Depois de 2 anos, mudei o layout e finalmente a Header do Blog. Incluí ainda um Background customizado para dar mais personalidade ao site. As mudanças ainda estão acontecendo portanto não se assuste se numa segunda visita você se deparar com algo novo. Bom, vamos falar da Header nova? Bom, então, eu estava cansado com aquela mesma tipografia fazia tempo, mas não conseguia achar uma letra que me satisfizesse e eis que eu acho a fonte Zegoe, a nova fonta da Microsoft que está presente no Zune HD e nos novos smartphones movidos a Windows Phone 7 e achei muito legal. O Título é composto pelas 4 variações da fonte, Zegoe Caps, Zegoe UI, Zegoe UI-S e Zegoe Light, e os simbolos representam o que eu costumo postar aqui, como críticas leigas de música, Jogos de variadas plataformas, filmes e dicas de informática e é claro, as máscaras representavitas do teatro, que simbolizam o blog, mas tipo, eu nunca postei nada sobre teatro aqui, apesar do título. Mudei também o subtítulo do Blog, devido aos recentes acontecimentos que andam assolando o globo. Olhando por essa perspectiva, “rir da desgraça alheia” não é muito divertido, então resolvi destacar as coisas básicas da vida que acontecem conosco no nosso dia a dia e que de certa forma nos marcam. A mudança, como podem notar, não é apenas visual. Vou tentar postar textos mais maduros e inteligentes, sem perder minhas melhores características e quem sabe assim, trazer algo de legal para a rede.

Aproveitem essa nova fase, tentarei ser frequente com as postagens.

Até a próxima.

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Arquivado em Espectadores, Internet